O Ministério da Educação anunciou
o percentual de reajuste do piso nacional do magistério, que deve ser
atualizado em 22,22% e passar para R$ 1.451. A atualização segue a determinação
do artigo 5º da Lei 11.738, de 16 de junho de 2008, aprovada pelo Congresso
Nacional. O piso salarial foi criado em cumprimento ao que estabelece o artigo
60, inciso III, alínea "e" do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
PORQUE SE FALA TANTO EM VALORIZAÇÃO
DA CARREIRA DO MAGISTÉRIO?
A grande falha da lei 11.738, que regulamenta o
piso salarial para os profissionais do magistério público da Educação Básica
Brasileira, em vigor desde 2008, é a não garantia de
recursos para valorização da carreira do professor, que deveria ser a
prioridade, o objetivo principal desta lei.
Segundo o MEC “um professor com formação em nível
superior ganha no Brasil, 65% do que recebe um profissional que atua
em outra área com a mesma escolaridade”. Isto mostra a desvalorização que vem sofrendo
o magistério brasileiro e mostra também a corrosão dos salários dos professores
do Brasil ao longo do tempo.
A reclamação dos educadores é unânime: R$ 1.450,00 por uma jornada de 40 horas é muito pouco.
É um salário vergonhoso.
A falta de estrutura dos municípios e a sangria
pela corrupção dos escassos recursos destinados a educação tem sido um entrave
no cumprimento da lei do piso.
Sem carreira nenhuma profissão vai para frente, é
morta, é inerte. A carreira é a motivação para qualquer profissional. A extinção da carreira é a extinção da
valorização profissional.
O Município de Acaraú alega não poder
(não querer) pagar o piso e tenta rasgar o nosso PCR quando propõe
extinguir o único, repito, o único artigo desta lei (Criada e aprovada nesta
administração) que vinha sendo cumprido que é exatamente o que trata da
VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR.
Muito se fala, inicialmente, o senhor
secretário de Educação acusou a classe de ser contra os temporários. Não se
deixam levar por essas inverdades senhores temporários a nossa luta não é
contra vocês é, sim, a FAVOR DOS NOSSOS DIREITOS.
Entenda, o serviço público deve ser
feito por funcionários concursados, isso ajuda a evitar os apadrinhamentos
imorais. Leia o que diz o artigo 12 do PCR-Acaraú:
Art.
12 - O ingresso na carreira do Magistério Público de Acaraú (Ceará) dar-se-á,
exclusivamente, por concurso público de provas e títulos, conforme determina o
Art. 137 da Lei Orgânica do Município de Acaraú (Ceará), em consonância com os
incisos II do Art. 37 e V do Art. 206 da Constituição Federal, ingressando na
referência inicial da classe para a qual se inscreveu e foi aprovado.
Indignamo-nos por saber que mais de 49%
dos professores do Município de Acaraú são temporários, isso é vergonhoso, fere
ao plano, fere a moral e a dignidade.
Leia o que diz o artigo 16 do nosso PCR
em seu parágrafo 5º:
Artigo 16.
§5° -
Existindo uma vacância
de 15% (quinze
por cento) do
número de
professores do
quadro efetivo do magistério, será realizado Concurso Público de
provas e
títulos dentro de
120 (cento e
vinte) dias, a
partir da data
da
promulgação
desta Lei.
Diante disso senhores temporários, nós EFETIVOS,
não podemos calar, muitos de vocês hoje deveriam também estar efetivos, se a
lei tivesse sido cumprida e o concurso realizado.
Não esqueçamos colegas professores,
somos como dizem, formadores de opinião, não podemos nos omitir diante de tanto
desrespeito e inegavelmente um sujo protecionismo.
Vamos como diz um célebre vereador que conhecemos
fazer uma “celeuma” para ver se somos ouvidos.
Observe o que disse o jornalista Alexandre Garcias (Comentarista da Rede Globo ) a
respeito do novo Piso.
“Piso
do professor passando para R$ 1.451? Baixíssimo para a profissão que constrói o
futuro. Foi valorizando o professor em meados do século 19 que a Argentina deu um salto.
Cinquenta anos depois, ela era um dos países mais ricos e prósperos do mundo.
A
educação é solução para tudo: para o desemprego, para a violência urbana e até
para a concorrência dos produtos chineses. Aliás, perguntem aos chineses qual o
segredo? Educação. Prefeitos, paguem o professor que o município vai ganhar.
Que economizem no controle da corrupção, no excesso de
"comissionados", porque o dinheiro da educação é o mais bem aplicado.
Enfim,
o que temos hoje é uma educação medíocre, formação sofrível de professores e
salário péssimo. Parafraseando a ameaça religiosa de séculos: fora da educação,
não há salvação.”
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